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Como bem pontua Darcy Ribeiro, o Brasil é resultado de um processo complexo e muitas vezes violento de mistura cultural e racial envolvendo povos indígenas, africanos escravizados e colonizadores europeus. Essa miscigenação de diferentes povos criou um senso de identidade único no território. Além disso, a enorme extensão geográfica do país culminou em características culturais e sociais distintas pelas diversas regiões do Brasil. Notícias relacionadas:Exposição em São Paulo celebra os 90 anos de Tom Zé.Festival de Cinema Colombiano começa nesta quarta em São Paulo.Rádios Nacional e MEC estreiam nova temporada do programa Alma Blues .Foi a partir dessas complexas relações que o artista visual e curador Claudinei Roberto Silva projetou a exposição Margem de Dentro: Não Vi o Bastante que Pensei Ter Visto Demais, que abre nesta quarta-feira (07), no Sesc Ipiranga, na cidade de São Paulo. Com entrada gratuita, a mostra reúne trabalhos de 26 artistas de diferentes regiões do país. São mais de 50 obras que exploram múltiplas linguagens visuais, como pintura, escultura, gravura, fotografia, arte têxtil, luteria e muralismo. Para o curador, a exposição fala da necessidade de aprofundar a experiência da democracia no Brasil, porque só esse aprofundamento é capaz de trazer à tona as muitas vozes que compõem a diversidade social do país. Margem de Dentro busca lançar luz sobre narrativas historicamente invisibilizadas. “A ideia é pensar naquela produção que foi menosprezada porque foi feita, por exemplo, por mulheres unidas nas periferias das grandes cidades vizinhas da capital”, diz Claudinei. O curador cita o mural produzido por Soberana Ziza como um exemplo. A obra promove um diálogo entre o interior e a cidade de São Paulo, abordando a migração histórica de famílias. A produção também faz referência à Madrinha Eunice, a primeira presidenta de escola de samba de São Paulo. Outro aspecto central da exposição é a valorização da manualidade, ou seja, obras que são criadas e manipuladas com as mãos, a partir de cimento, cerâmica, madeira e tecidos. Essas produções, como aponta Claudinei, resgatam técnicas ancestrais da África. A exposição faz uma espécie de revisão de saberes tradicionais, como a ferramentaria, a marcenaria e a tecelagem, gerando diálogos entre sabedorias populares e a linguagem da arte contemporânea. *Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior
A lawyer for Jane Doe says she is "not doing well" amid attempts to uncover her identity.
Their families left Lebanon generations ago. For some Lebanese Brazilians, Lebanon’s pull never disappeared.
The exhibition, "To be Hanging by a Thread", delves into themes of migration, displacement, and identity.