The treasured 'eternal snow' on this tropical island is about to disappear forever
Climate change is transforming Papua's snowy peaks, which hold scientific value and spiritual significance.
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Climate change is transforming Papua's snowy peaks, which hold scientific value and spiritual significance.
Prime Minister Balendra Shah says world leaders must act on climate change.
Nepal’s Prime Minister Balendra Shah said on Thursday that last month’s catastrophic floods were a “warning to the world” of growing climate risks in the Himalayas. He said warming was melting glaciers and permafrost and urged international support to help Nepal adapt to threats it could not face alone.
Murat Kurum, President, COP31; Minister of Environment, Urbanization & Climate Change, Republic of Türkiye discusses his action plan for the Antalya summit at the COP31 Business Forum New York Dialogue at Bloomberg Green New York 2026. (Source: Bloomberg)
An investigation conducted by the Guardian is raising questions about potential conflicts of interest among experts helping produce the next major assessment from the UN’s Inter-governmental Panel on Climate Change. Out of the 223 lead authors in the part of the body which assesses how emissions can be reduced or removed, 20 have a strong conflict of interest, according to the investigation, with more than half linked to Saudi institutions, including two employees of oil giant Saudi Aramco.
United Nations Secretary-General Antonio Guterres used his final address to the General Assembly on Tuesday to urge world leaders to regulate artificial intelligence, end wars, focus on climate change and overhaul UN institutions he warned are struggling to confront mounting global challenges. Watch his speech in full above.
People living in Chad’s Lake Province are bearing the brunt of climate change. The region and the communities that have developed there have historically depended on this vast body of water. Fishing, first and foremost, but also farming, are the pillars of local livelihoods. Yet both are increasingly disrupted by erratic weather patterns: dwindling fish stocks, damaged farmland and a rising cost of living.
Hong Kong deserves credit for its first five-year plan, accompanied by a detailed policy address. The plan establishes a useful framework beyond the annual policy cycle. Precisely because this is an important first effort, it is worth asking what could make the framework even stronger. One striking omission is that the five-year plan never explicitly mentions climate change. This does not mean Hong Kong is failing to act. On the contrary, the plan and policy address contain many measures dealing...
In the south of France, climate change is reshaping the region’s fruit production. Rather than fighting against it, a growing number of farmers are learning how to work with it – turning to tropical crops, now well-suited to the local climate. Bananas, papaya and even dragon fruit are being grown in greenhouses but also in open fields, without heating or pesticides. Our Down to Earth team reports.
Under a global cloud of wars and bitter divisions, world leaders meet at the United Nations in New York this week facing new fears that runaway artificial intelligence could threaten humanity even as climate shocks and escalating prices are already making life much tougher for hundreds of millions of people. The annual high-level gathering at the UN General Assembly will also be consumed with major wars in Iran, Gaza, Ukraine, Sudan, Congo and Myanmar and a persisting question: can the leaders...
Observing that climate change is already a daunting challenge to be faced collectively, he lays emphasis on harnessing the potential of solar power, conserving water and converting waste into wealth to the extent possible
Calls for a significant increase in international funding to help developing countries adapt to climate change
Alina B.K. should have been preparing for her end-of-year university exams, but news of devastating floods along the Nepal–Tibet border kept pulling her back to a troubling question: what kind of future awaits her? The 21-year-old forestry student, who coordinates the Pokhara network of Nepalese Youth for Climate Action, said she struggled to concentrate as reports of death and destruction deepened her fears about a changing climate. “With the floods and deaths happening around us, it is really...
It is September and the heat that came in March has not left Kuppam’s flower belt; flowering is four weeks late, blooms are smaller and lighter, and a half-acre that fetched ₹58,000 last August brings ₹23,000 this year
Pesquisadores que estudam os impactos das mudanças do clima em diferentes áreas podem se inscrever, até 2 de outubro, no Prêmio iCS de Economia e Clima. A iniciativa é promovida pelo Instituto Clima e Sociedade, em parceria com a Associação Nacional dos Centros de Pós-Graduação em Economia (Anpec). Notícias relacionadas:Mudanças climáticas figuram como crise de saúde pública, diz Padilha.Brasil cria plano para emergências na saúde por mudanças climáticas.Pantanal: enfrentar mudanças climáticas depende de outros cinco biomas.O objetivo é reconhecer estudos sobre os impactos econômicos das mudanças climáticas no Brasil. Os três melhores trabalhos receberão prêmios de R$ 20 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil, respectivamente. O resultado será divulgado em novembro. Podem participar pesquisadores com título de doutorado que tenham publicado estudos entre maio de 2024 e maio de 2026 em periódicos científicos nacionais e internacionais, além de artigos apresentados em seminários da Anpec. De acordo com a organização, o objetivo é fortalecer a produção científica brasileira sobre o tema, em um momento em que os efeitos da crise climática já impactam diferentes setores da economia e da sociedade.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta quarta-feira (16) que os impactos das mudanças climáticas figuram como uma crise de saúde pública no Brasil e no mundo. Durante coletiva de imprensa, ele avaliou como urgente a necessidade de adaptação dos sistemas de saúde para enfrentar a questão. Padilha destacou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê uma em cada quatro mortes registradas globalmente como relacionada, de alguma forma, às mudanças climáticas. Ele lembrou que o Reino Unido, por exemplo, já registra a presença do mosquito Aedes aegypti, vetor tipicamente presente em países tropicais como o Brasil. Notícias relacionadas:Probabilidade do El Niño ser muito forte passa de 90%.El Niño pode aumentar casos de chikungunya e dengue no Brasil.Rio recebe base da Força Nacional do SUS para enfrentar El Niño.O ministro citou ainda o aumento da temperatura média como um dos fatores que podem favorecer a expansão do mosquito transmissor da dengue no Sul do país, inclusive no Rio Grande do Sul, onde quase não havia casos da doença, além do aumento de doenças crônicas, incluindo doenças cardiovasculares, causado pelas ondas de calor extremo. Questionado sobre a preparação da pasta para eventos climáticos como o que causou as graves inundações em Porto Alegre e em boa parte do território gaúcho, em 2024, Padilha avaliou que o país está mais bem preparado atualmente do que estava à época em que as chuvas devastaram o estado. “Mas todo cuidado é pouco”, avaliou. Ele destacou a necessidade de manutenção do estado de alerta e de vigilância, não apenas no Sul, mas em todas as regiões do país. Dados da pasta indicam que, em 2026, os efeitos do El Niño devem ser sentidos de forma mais intensa no Brasil já a partir deste mês. “Atingimos um El Niño muito forte, com a posiblidade de termos o mais forte da série histórica”, alertou o secretário-executivo adjunto do ministério, Nilton Pereira, citando que os efeitos registrados no país devem durar, pelo menos, até março de 2027.
Scientists estimate each centimetre of sea-level rise puts another two to three million people at risk of annual coastal flooding.
Study identifies rainfall, humidity and El Niño-Southern Oscillation as the key drivers of dengue transmission. Changes in atmospheric pressure, temperature and relative humidity during the active and break phases of monsoon can influence localised mosquito breeding and dengue risk
African rainmakers have long been revered as spiritual leaders who perform rituals to bring rain, with the role often passed down through generations. But climate change is raising expectations they can't meet, leaving them increasingly blamed for drought — and in extreme cases, killed by mobs.
How should we envision the African city of tomorrow? A city adapted to population growth and climate change, and freed from a colonial past that is still very much present in some places. Africa’s first pan-African architecture biennale, held this week in Kenya, is seeking to answer that question.
Uma máquina silenciosa trabalha constantemente para que milhões de pessoas na América do Sul tenham acesso a água, rios e plantações. Esse mecanismo se chama Amazônia e funciona da seguinte maneira: a umidade vinda do oceano produz chuva sobre a floresta; essa água é absorvida do solo pelas árvores, e lançada de volta na atmosfera em forma de vapor; o vento, então, espalha, esse vapor por todo o continente, fazendo chover em diversas regiões. De acordo com a pesquisadora Julia Valentim Tavares essa é a principal infraestrutura hídrica da América do Sul e a maior "máquina de chuva" do planeta. Uma árvore adulta na Amazônia pode liberar para a atmosfera de 200 a 300 litros de água todos os dias. Marielos Peñaclaros destaca a importância do bioma durante TEDXAmazônia. Diego Aguilar/Divulgação Notícias relacionadas:Seca na Amazônia atingiu 38% das áreas habitadas no último El Niño.ONU prevê El Niño "muito forte" com duração até fevereiro de 2027.“Imaginem 400 bilhões delas trabalhando juntas todos os dias. Se pudéssemos tornar essa umidade possível, veríamos rios gigantes voando no céu. É o que nós cientistas chamamos de rios voadores." Marielos Peñaclaros, copresidente do Painel Científico pela Amazônia, entidade que reúne mais de 350 cientistas dedicados a estudar o bioma, destaca que a floresta é a coluna vertebral dos ciclos de água, nutrientes e carbono a níveis local, regional e global. “Em outras palavras, a Amazônia sustenta a vida, não só na região amazônica, mas no planeta como um todo." As duas pesquisadoras participaram da última edição do TEDxAmazonia, no final de agosto, no Equador. Alerta Além de frisar a importância desse sistema hídrico, as cientistas fizeram um alerta: a devastação da Amazônia já está afetando a "máquina de chuva", e sua "quebra" seria catastrófica para todo o planeta. De acordo com Marielos, atividades como a mineração e o narcotráfico, em conjunto com o desmatamento e as queimadas têm atingido diretamente a conectividade amazônica, fator central para a conservação do bioma. "A Amazônia é um mosaico vivo de ecossistemas terrestres e aquáticos interconectados entre si, que abriga uma grande diversidade de culturas. Essas comunidades têm um relacionamento profundo e interdependente com os ecossistemas através dos seus modos de vida, práticas de manejo e conhecimento." Segundo ela, os efeitos no clima já são mensuráveis, com evidências de que o desmatamento na Amazônia brasileira resulta em menos chuva em regiões do Brasil e da Bolívia. Em regiões desmatadas, a temperatura tem aumentado, e as épocas de seca estão ficando mais intensas e mais cumpridas. Durante o TEDXAmazônia, Julia Valentim explica o chamado arco do desmatamento. Rodrigo Duarte/Divulgação Julia Valentim Tavares também está medindo esses efeitos a partir do interior das árvores da borda sul da Amazônia, o chamado arco do desmatamento, onde o volume de chuvas já diminuiu e a temperatura aumentou na última década. Ela investiga por quanto tempo essas árvores podem resistir às secas, antes que suas "cordas" internas sejam danificadas. "Se o solo tem água, essa corda permanece intacta. Numa estação seca, o solo deixa de ter água e essa corda é tensionada. A atmosfera puxa para cima, o solo puxa para baixo, até a hora que essa corda se rompe. Se isso acontecer muitas vezes, em várias partes da árvore, essa árvore começa a literalmente morrer de sede." Aquecimento global Nos últimos anos, a região também tem sofrido com os efeitos do aquecimento global. Em 2024, a Amazônia enfrentou a pior seca da sua história, por consequência do El Nino, fenômeno natural de aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera a circulação atmosférica, e tem se tornado mais intenso. Marielos destaca que 88% da bacia amazônia sentiu os efeitos dessa seca, que também interferiu na "máquina de chuva". A capital da Colômbia, Bogotá, localizada na região dos Andes, sofreu desabastecimento de água. Em Quito, capital do Equador, que também está fora da Amazônia, a falta de água levou à cortes no fornecimento de energia elétrica. "A pergunta que todos deveríamos estar fazendo é: De onde nasce a água de inúmeras cidades latinoamericanas? De onde nasce a água que usamos na agricultura, pecuária, indússtria, produção de alimentos?", provocou a copresidente do Painel Científico pela Amazônia. Seca na Amazônia deixa barcos encalhados e paralisa transporte - REUTERS/Bruno Kelly/Proibida reprodução A seca também deixou a Amazônia mais vulnerável às queimadas, que foram recordes naquele ano. Julia Valentim Tavares lembra que a fumaça dos incêndios chegou a se espalhar pelo país e alcançar até a Região Sudeste. "Esse fato revelou duas coisas muito importantes. Primeiro: a Amazônia nunca esteve distante, o que acontece na floresta não permanece na floresta. E segundo: milhões de pessoas dependem da Amazônia, mas ainda assim não se sentem conectadas com ela." A previsão de que um super El Niño ocorra este ano alarmou as pesquisadoras. "Quando existem essas secas, a floresta ou tem mortalidade por falha hidráulica, ou para de crescer, somado com os eventos de fogo. Então, a Amazônia deixa de funcionar como um sumidouro de carbono e passa a ser um emissor, aumentando o aquecimento global", alerta Julia. "A gente está esperando que seja tão ou mais forte do que em 2024, mas a principal diferença é que da outra vez aconteceram coisas que ninguém estava esperando. Como um rio poderia secar na Amazônia? Agora, todo mundo está falando sobre isso", enfatizou Marielos. De acordo com ela, a solução definitiva só será alcançada com a diminuição drástica das emissões de gases do efeito estufa, que depende sobremaneira da substituição dos combustíveis fósseis por fontes menos poluentes de energia. "Temos também que investir na conectividade. Restaurar as áreas degradadas, recuperar aquelas que foram desmatadas para produção, fazer essa reconexão ecológica. Porque a Amazônia já está se aproximando do ponto de não retorno, e a perda total dessa conectividade seria catastrófica para o mundo todo." *A repórter acompanhou o TEDxAmazia a convite da organização do evento.
Environmental groups assert that the ESA aims to protect biodiversity, mitigate climate change. The restrictions will preserve ecosystems and safeguard communities from natural disasters without disrupting local livelihoods.
Scientists have long warned of more intense extreme weather events in the decades to come due to our fast-warming climate. The question they are asking is how we are going to be better prepared as we become more prone to natural disasters.A group of researchers in Switzerland believe that artificial intelligence modeling could revolutionise forecasting systems.
Japan’s hugely popular Sapporo Snow Festival is shifting its focus towards protecting the environment and sustainability, with a climate expert warning that global warming and reduced snowfall across Hokkaido will make it increasingly difficult to stage the event. In August, organisers unveiled a new logo, official mascot and revised concept for the 77th snow festival, an eight-day event running from February 4 next year. The updated branding expresses appreciation for the annual snowfall the...
The EU’s climate monitor said on Thursday that August was the hottest single month ever recorded globally, with ocean temperatures also reaching unprecedented highs as western Europe capped its warmest summer. In response to the assessment by the Copernicus Climate Change Service, the UN warned that until humanity weaned off fossil fuels, the planet would only push deeper into uncharted territory. Copernicus observations go back to 1940 but other evidence – such as ice cores, tree rings and...
AI fears and climate change worries aren’t so different.
A continuidade das chuvas desde o desastre de 26 de agosto, nas montanhas do Nepal, mantém a região em alerta para novos deslizamentos, inundações ou avalanches, indica o Centro Internacional de Desenvolvimento Integrado de Montanhas (ICIMOD, na sigla em inglês). Embora a possibilidade de novas enchentes não seja imediata, a criosfera (áreas da Terra cobertas por gelo) da região de Kiyrong-Rasuwa sofreu profundas mudanças com o colapso da geleira do pico Langtang Lirung. Notícias relacionadas:Nepal apela por "esforço global" para combater alterações climáticas.Mortos nas enchentes do Nepal passam de 1 mil.Nepal monitora dois lagos; risco de enchentes persiste.Houve formação de lagos em áreas elevadas, além de impacto desconhecido sobre outras geleiras próximas, com o abalo secundário causado pelo desastre de agosto. Os impactos levaram a uma queda rápida e brusca de sedimentos, de um patamar de 5 mil metros de altura para 2 mil metros, onde fica a região do vale do rio Lhende Khola. A área transformou-se num mar de lama e detritos e foi destaque nos noticiários há duas semanas. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil citam a ocorrência de novos desastres e o monitoramento conjunto dessas condições naturais como as principais preocupações no momento. Mar de lama na região de Kiyrong-Rasuwa, no Nepal - REUTERS/Navesh Chitrakar/ Proibido reprodução Novas ocorrências É necessário observar as rochas e o gelo do glaciar ao redor da fonte, as paredes íngremes dos vales perturbadas pela avalanche, os bloqueios temporários de rios e o grande volume de sedimentos soltos depositados ao longo do vale, que podem ser movidos em chuvas fortes futuras ou novas enchentes. O pesquisador sênior e especialista em monitoramento Sher Muhammad, do ICIMOD, explica que análises preliminares com base em registros de satélites foram o suficiente para reconstruir a fonte e o caminho da cascata. Além disso, dois trabalhos são úteis para analisar os colapsos, mas ainda não passaram pela revisão de pares. “A dinâmica é semelhante àquela do desastre de Chamoli, em 2021, na porção indiana do Himalaia. Os estudos da época mostraram como um grande colapso envolvendo rochas e glaciar pode rapidamente se transformar em uma enchente com impactos devastadores.” Embora os eventos sejam muito parecidos, Muhammad alerta para a necessidade de confirmar os dados iniciais e só então comparar, definitivamente, os cenários de Chimodi e Rasuwa. A hipótese de um colapso na ligação entre rocha e glaciar (geleira) é a mais aceita internacionalmente. Segundo o especialista Jefferson Simões, que coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Criosfera (INCT Criosfera), a piora nas condições climáticas pode levar à perda de aderência entre o glaciar e a rocha que o sustenta, acumulando água e contribuindo para a quebra das rochas. “São eventos conhecidos, ocorrem de tempos em tempos, porque são geleiras em montanhas com vertentes muito íngremes”, explica Simões, que também é professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS). O problema maior é quando há proximidade entre zonas habitadas e estes locais. Um evento semelhante, na região de Yungay, no Peru, matou cerca de 20 mil pessoas. “O Instituto Nacional de Geleiras e Ecossistemas de Montanha do Peru monitora quase 60 geleiras que apresentam graus diferentes de risco. Vales de origem glacial são muito íngremes. Quando provoca uma queda aquela mistura de água, gelo, lama, rocha, tudo vem ladeira abaixo, e vem arrasando tudo. A diferença dessa vez é que se filmou.” Outro ponto destacado por Simões é que a água de derretimento geralmente forma lagoas na frente da geleira. “Isso se dá porque o próprio gelo transporta sedimentos que formam uma barreira e vai acumulando água. Quando essa massa enorme de gelo e rocha invade esse lago há o estouro da barreira natural”. Hoje, na região de Rasuwa, o governo nepalês mantém dois lagos glaciais sob vigilância. Embora recentes, já estiveram perto do ponto de extravasamento há cerca de uma semana. Aquecimento global Embora as autoridades locais e da Organização das Nações Unidas (ONU) já tenham indicado o perigo do aquecimento global para a condição das geleiras, tanto Simões quanto Muhammad foram taxativos ao afirmar que não há elementos suficientes para atribuir o desastre em Rasuwa exclusivamente ao fenômeno. Aquecimento da Terra altera a condição climática global. Reuters/Eric Gaillard/Direitos Reservados “O aquecimento está claramente afetando o gelo em todo o Himalaya e alterando as condições gerais lá. Esse processo pode afetar a estabilidade das montanhas e levando à infiltração de água em fraturas do gelo ou das rochas. Apesar disso, não podemos dizer que o aquecimento é causa direta do colapso”, pondera Muhammad. O especialista paquistanês destacou ainda a importância cada vez maior de mapeamento e acompanhamento das condições locais. De acordo com ele, embora não seja possível impedir colapsos naturais, é possível reduzir suas consequências combinando melhorias no monitoramento, melhor uso das terras em áreas de risco e estratégias de aviso precoce e evacuação. “Precisamos de um monitoramento sistemático por satélite de geleiras e encostas potencialmente instáveis em toda a região, de forma regular, seguido por uma observação mais intensa dos pontos críticos identificados usando câmeras, sensores sísmicos, instrumentos de campo e medidores de rios. Essas observações devem estar diretamente conectadas aos sistemas de alerta prévio.” Para Muhammad, a principal lição do colapso de agosto é que monitorar geleiras, encostas e rios separadamente não é mais suficiente. “Eles precisam ser tratados como um sistema de risco conectado.”
Nepal's politicians have said the country is bearing the brunt for climate change caused by other nations.
The world agreed to limit temperature rises in 2015; that aim is proving impossible. Is it time for a course correction?
Even as rescuers search for the thousands still missing in Nepal after catastrophic flooding that killed 1,250 people, the nation’s leaders face a second immense challenge – how to pay for recovery and rebuilding. The tab is expected to come to at least US$5 billion, an enormous sum for one of Asia’s poorest countries, and the fund it is hoping to tap is new, underfunded and untested. Nepal is seeking compensation for climate change-related damages from a United Nations fund set up to help...