Election debate cancelled in Brazil, bomb scare outside Supreme Court
Brazilian president and opposition candidate snub the final debate ahead of the presidential election.
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Brazilian president and opposition candidate snub the final debate ahead of the presidential election.
TV Globo cancelled Brazil's final presidential debate hours before airtime on 1 October, after court rulings, Lula's no-show and Flávio Bolsonaro's walkout. The post Brazil Globo Debate Cancelled: Lula Boycott, Court Rulings, Flávio Walkout appeared first on The Rio Times.
A agenda dos presidenciáveis nesta quinta-feira (1º) incluiu lives, entrevista em podcast e atos de campanha. >> Veja como foi o dia dos candidatos Ronaldo Caiado (PSD) Estava prevista a participação do candidato Ronaldo Caiado no debate da Rede Globo. O debate foi cancelado pela emissora de televisão. Notícias relacionadas:Entidades sugerem políticas de proteção a crianças e adolescentes.Eleições 2026: saiba o que pode e o que não pode no dia da votação.Lei Seca: confira onde haverá restrição a bebidas nas eleições 2026.Rui Costa Pimenta (PCO) O candidato Rui Costa Pimenta não teve agenda pública de campanha. Samara Martins (UP) A candidata Samara Martins não teve agenda pública de campanha. Wilson Grassi O candidato Wilson Grassi participou de reunião com representante da Missão de Observação Eleitoral (MOE) da Organização dos Estados Americanos (OEA). Augusto Cury (Avante) Estava prevista a participação do candidato Augusto Cury no debate da Rede Globo. O debate foi cancelado pela emissora de televisão. Clariana Barão (DC) A candidata Clariana Barão participou de agenda online com a Organização dos Estados Americanos (OEA). Edmilson Costa (PCB) O candidato Edmilson Costa não teve agenda pública de campanha. Flávio Bolsonaro (PL) O candidato Flávio Bolsonaro desistiu de participar de debate na Rede Globo e fez uma transmissão ao vivo em seu perfil no Instagram na qual criticou a interferência da Justiça Eleitoral no debate previsto para hoje. "É um fato marcante negativo. Foi cancelado um debate presidencial por censura. Isso deixou de ser Justiça e passou a ser perseguição", disse. Hertz Dias (PSTU) O candidato Hertz Dias reuniu-se com Chavoso, youtuber e professor da Universidade de São Paulo (USP), fez panfletagem no centro de Guarulhos e visitou a Unifesp, na região metropolitana de São Paulo. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) O candidato participou de entrevista no canal do YouTube Flow Podcast, no Palácio da Alvorada. Na entrevista, ele afirmou que a verba da exploração da Margem Equatorial, caso se confirme a existência de uma grande quantidade de petróleo na região, deverá ser usada para investimento na educação. “Esse dinheiro eu quero usar para formar essa molecada. Esse país vai ter que dar um banho em chinês e americano. Cansei de ser um país em desenvolvimento. Queremos ser um país desenvolvido”. Lula defendeu mais uma vez uma reforma no Judiciário, mudando a forma de indicação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “Tem que ter mandato [no STF]. Quero criar um conselho para escolher o ministro, não pode ser o presidente [da República]. É melhor criar um conselho da sociedade civil para indicar uma pessoa e essa pessoa passa a ser da responsabilidade da própria sociedade, e não do presidente da República”. Renan Santos (Missão) O candidato Renan Santos participou de ato em Niterói (RJ). No início da noite, decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou a participação do candidato no debate promovido pela Rede Globo. No entanto, a emissora anunciou o cancelamento do debate. Romeu Zema (Novo) Estava prevista a participação do candidato Romeu Zema no debate na Rede Globo. A emissora cancelou o debate. A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética. * Colaboraram Luciano Nascimento (São Luís), Marcelo Brandão (Brasília), Rafael Cardoso (Rio de Janeiro) e redação de São Paulo.
A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu nesta quinta-feira (1°) que a TV Globo não poderá exibir o púlpito vazio do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate dos candidatos à Presidência da República que será realizado na noite de hoje. A decisão foi motivada por um pedido da coligação de Lula para suspender uma cláusula do contrato do debate que previa a exibição da cadeira vazia de candidatos ausentes. Ontem, a equipe do candidato informou que Lula não vai participar do debate. Notícias relacionadas:TSE manda Nikolas retirar postagem com desinformação sobre Lula .TSE recebeu mais de 50 mil denúncias de propaganda irregular.Segundo a ministra, a participação no debate é facultativa, e a exibição da cadeira poderia prejudicar o candidato. Além disso, a ministra disse que os demais candidatos não poderão simular perguntas ao candidato ausente. “A consequência jurídica da ausência é simplesmente que ele perde a oportunidade de participar daquela rodada, enquanto o debate continua segundo as regras previamente acordadas. Mas sem consequências que possam ser coercitivas, pois isso configuraria cerceamento dos direitos políticos do candidato”, decidiu a ministra. Na noite de hoje, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) também anunciou que não irá ao debate da Globo, após ter confirmado presença.
A menos de um mês do primeiro turno das eleições de 2026, a escalada da crise político-institucional ofuscou o debate sobre as propostas de campanha e os problemas estruturais brasileiros. Para entidades da sociedade civil ouvidas pela Agência Brasil, ao extrapolarem o Supremo Tribunal Federal (STF) e envolverem outras instituições, as disputas entre ministros da Corte dominaram o noticiário, as redes sociais e as conversas cotidianas, desviando o foco dos desafios nacionais. “O debate eleitoral está prejudicado porque, no primeiro plano, as atenções estão todas voltadas para os reflexos da atual crise institucional do Poder Judiciário”, reconheceu a presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro. Presidenta da Fenaj, Samira de Castro diz que atenções estão voltadas para crise no Poder Judiciário - Foto: Geraldo Magela/Agência Senado Notícias relacionadas:Fachin dá 24h para Mendonça levantar sigilo de todo caso Master.STF: Zanin pede a Fachin acesso a todo material de celular de Vorcaro.Moraes aponta “escolha seletiva” e pede divulgação de todo caso Master.Para a presidenta da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Francilene Garcia, a agenda pré-eleitoral foi tomada por temas que a sociedade não escolheu e que deveriam ser debatidos em conjunto com propostas de mudanças estruturais que estimulem o desenvolvimento nacional. “Há uma lacuna imensa em relação a outros temas fundamentais que deveriam estar no centro do debate político-eleitoral, como a ciência, que depende de regras estáveis, orçamento previsível e atenção. É como se [devido à proximidade das eleições] o país fosse obrigado a escolher entre discutir a integridade das instituições ou um projeto mais amplo de desenvolvimento nacional, quando estes dois temas fazem parte da mesma agenda”, comentou Francilene. Presidente da SBPC, Francilene Garcia vê lacuna em relação a temas que deveriam estar no centro do debate político-eleitoral, como a ciência - Foto: SBPC/Divulgação Os entrevistados concordam que os fatos vindos à tona a partir dos desdobramentos da Operação Compliance Zero, cuja primeira fase foi deflagrada em novembro de 2025 pela Polícia Federal (PF), são graves. Eles defendem a apuração das suspeitas de envolvimento de autoridades com o dono do antigo Banco Master, Daniel Vorcaro, mas sem tirar espaço do debate sobre as propostas de quem disputará um cargo executivo ou legislativo no dia 4 de outubro. O coordenador honorário da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, considera as eleições deste ano as mais relevantes desde a Constituição Federal de 1988, "pois o mundo está vivenciando uma reorganização produtiva e uma série de conflitos". "Apesar disso, os grandes temas que deveríamos estar discutindo – desenvolvimento econômico, soberania nacional, uma agenda que articule defesa, educação, ciência e tecnologia – estão escanteados. Não só do debate público e do noticiário, mas também dos programas de governo. Os candidatos parecem não compreender a situação que o Brasil está enfrentando”, completou o coordenador. Para o coordenador honorário da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, eleições deste ano são as mais relevantes desde a Constituição de 1988 - Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado Segundo a presidenta do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Rita Serrano, para a classe trabalhadora, são prioritários o fim da escala 6x1; a geração de emprego e renda; a regulamentação da negociação coletiva no setor público (Projeto de Lei 1.893/2026); a segurança pública e temas estratégicos para o desenvolvimento econômico e a preservação da soberania nacional, como o aproveitamento dos minerais críticos e estratégicos. “As centrais sindicais já vinham atuando no Congresso para convencer os parlamentares a aprovarem o fim da escala 6x1 e a regulamentação das relações de trabalho e da representação sindical no setor público. Até o fim de agosto, isso estava avançando. Aí o Brasil virou uma confusão. No momento, todos os Poderes parecem estar surpresos, e a sociedade assustada com o desenrolar desta crise institucional – que é gravíssima e jogou para segundo plano todos os outros temas”, disse Rita, revelando que as próprias entidades sindicais estão “tentando compreender o momento e pautar a discussão pré-eleitoral, que é mais ampla”. Temas em discussão no Congresso como o fim da escala 6 x 1 foram jogados para segundo plano em meio à crise, afirma a presidenta do Diap, Rita Serrano - Foto: Elaine Menke/Câmara do Deputados Além de demonstrarem incômodo com o que entendem como “o sequestro da pauta eleitoral”, os entrevistados, concordam com a centralidade das mudanças climáticas. “Vimos o que aconteceu no Rio Grande do Sul e em outras partes do mundo. A seca na Amazônia e as enchentes no Sul do país. Vimos o quanto isso afeta a vida das pessoas e os custos para o orçamento público, devido ao atendimento às vítimas, à reconstrução de cidades arrasadas e à quebra de safras, por exemplo", comentou o secretário executivo do Observatório do Clima, Márcio Astrini. "Surpreendentemente, poucos candidatos citam a crise climática entre suas principais preocupações. Pior. Há candidatos que negam o problema. Estes, certamente, se eleitos, não tomarão nenhuma medida para enfrentar ou minimizar as consequências de um problema que não acreditam que existe”, criticou. Para o secretário executivo do Observatório do Clima, Márcio Astrini, a crise climática deveria estar no centro do debate eleitoral - Foto: José Cruz/Agência Brasil A exemplo da presidenta do Diap, outros entrevistados citaram a importância estratégica dos minerais críticos e das terras raras. Para eles, o futuro desenvolvimento econômico, tecnológico e científico e a própria soberania nacional estarão cada vez mais associados à exploração desses insumos, dos quais a produção industrial será a cada dia mais dependente. O tema se torna ainda mais relevante devido à recente aprovação do projeto de lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos – já encaminhado para sanção presidencial. Enquanto o setor produtivo foca no potencial avanço tecnológico da iniciativa, as organizações indígenas exigem salvaguardas socioambientais e o respeito à consulta prévia (como prevê a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, OIT) para evitar conflitos e a violação de territórios tradicionais. Uma discussão da qual a maioria dos candidatos passa ao largo, conforme apontou o coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Alcebias Constantino. “Esse é um assunto que também nos interessa porque diz respeito a uma das nossas maiores lutas, pela demarcação e proteção dos nossos territórios, sem os quais não conseguimos garantir outros direitos, como à proteção, à educação e à saúde indígena”, disse Constantino. Para garantir a real representação de seus interesses e tentar fortalecer a presença indígena nos espaços de decisão, o movimento decidiu lançar e apoiar 56 candidatos aos cargos de deputado estadual (33); deputado federal (19); senador (dois); governador (um) e suplência do Senado (uma). “Enxergamos o pleito eleitoral como uma importante ferramenta de garantia dos nossos direitos. Eleger uma bancada indígena é algo muito caro para o movimento e há tempos atuamos para conscientizar nossa base sobre a necessidade de ajudarmos a eleger quem tem compromisso com nossas prioridades. Se outros candidatos não nos oferecem isso, temos os nossos, que trazem propostas construídas coletivamente”, comentou Constantino. Ele relativizou o impacto da crise institucional para as comunidades indígenas – habituadas a não verem suas prioridades acolhidas no debate eleitoral. “Lógico que tudo o que estamos vendo gera uma instabilidade que nos afeta e que pode nos prejudicar, mas, no sentido do trabalho de mobilização, até que não nos afeta tanto. Avaliamos nossas estratégias e, se necessário, as modificamos, mas seguimos com nossas ações. Até porque, como nossos territórios e nossos direitos estão sob ataque constante, aprendemos desde cedo que, passado tudo isso, o movimento vai enfrentar novos ataques e que a luta é constante”, finalizou o representante da Apib.